Entenda o que é e quais são os tipos de ergonomia organizacional

ergonomia organizacional

Ergonomia é a ciência que estuda a relação entre o homem e seu trabalho, e busca formas de melhorá-la, a fim de gerar o bem-estar do colaborador e o consequente aumento de sua produtividade.

Já o conceito de ergonomia organizacional está relacionado ao ambiente laboral no âmbito dos processos, políticas e estruturas organizacionais, analisando métodos de trabalho, relações interpessoais, os fatores humanos, técnicas e instrumentos.

Pesquisas apontam que determinadas ações são capazes de promover a saúde, aumentar a satisfação profissional e a produtividade, reduzir riscos de acidentes ou doenças ocupacionais. Profissionais como arquitetos e designers de interiores podem sugerir mudanças no ambiente corporativo, adaptação do mobiliário, alterações estruturais do ambiente, entre outros.

Por ser um conceito amplo, a ergonomia organizacional é dividida em 3 diferentes áreas especializadas. Quer saber quais? Acompanhe!

Ergonomia física

Esse é o tipo de ergonomia prioritário dentro do ambiente corporativo, pois o desconforto físico também pode causar prejuízos cognitivos e emocionais.

A ergonomia física realiza estudos fisiológicos, biomecânicos e anatômicos do trabalho, e a partir deles, analisa itens como postos de trabalho, áreas de circulação e descanso dos colaboradores. Mesas, bancadas, assentos e cadeiras adequados, climatização e iluminação dos espaços entre outros itens devem ser observados, para que o ambiente contribua para o bem-estar, saúde e segurança do trabalhador para realizar suas tarefas diárias.

A Norma Regulamentadora 17 (conhecida como NR 17) determina as condições ergonômicas ideais no ambiente de trabalho. Nela estão previstas que as atividades realizadas em pé devem contar com bancos de apoio, apoio para os pés, por exemplo. Já para as atividades realizadas sentadas, é necessário o uso de cadeiras ergonômicas, apoios para o braço, mesas com altura adequada, monitores posicionados de forma correta e apoio para os pés, a fim de garantirem a posição correta durante a jornada nos postos de trabalho.

Além disso, a estação de trabalho deve ser montada de forma a permitir a livre movimentação do funcionário, sem restringir os movimentos de nenhuma parte do seu corpo.

A ergonomia física também tem o papel de conscientizar as empresas e orientá-las para a preservação da saúde física do colaborador.

Talvez, o exemplo mais familiar de ergonomia física no nosso dia a dia sejam as cadeiras. A NR17 estabelece que os trabalhos manuais devem ser executados preferencialmente na posição sentada — previsão que é naturalmente aplicada na prática.

Portanto, as cadeiras devem seguir algumas orientações com o objetivo de manter uma postura ereta da coluna e o conforto do colaborador, como:

  • o assento deve ser fabricado com material com pouca ou nenhuma conformação. Assim, pode ser feito de materiais duros, como o plástico, ou espumas de alta densidade, como o poliuretano;
  • a curvadura do encosto para as costas deve seguir a curvatura natural da lombar;
  • a altura do equipamento deve ser ajustável às diferentes características biofísicas dos funcionários, como estatura e peso;
  • os conjuntos de mesa e cadeira deverão ser posicionadas de forma que o trabalho seja executado sem provocar estresse de nenhum segmento corporal.

Ergonomia cognitiva

Cognição significa adquirir conhecimento. Uma das formas mais difundida do conceito de ergonomia cognitiva é a de preparar o indivíduo para reter o que foi aprendido. Criar um ambiente confortável para a mente do colaborador é fundamental para que ele esteja apto a desenvolver um bom trabalho.

A ergonomia cognitiva trata de como o trabalho afeta a saúde mental dos indivíduos e seus porquês, e busca formas de intervir a fim de que desenvolvam suas tarefas com conforto. Está intimamente ligada aos processos mentais necessários para a realização das atividades e na forma que eles afetam as pessoas e suas interações.

Entre os objetivos podemos citar a preservação da atenção e concentração, as tomadas de decisão, memória, raciocínio lógico, redução dos quadros de doença emocional e psíquica como ansiedade e depressão.

Todo tipo de trabalho exige diversas competências mentais para ser executado adequadamente. Elas abrangem dois domínios principais: os pensamentos e as emoções. Vamos falar de cada uma delas a seguir!

Juízo

Nossa mente apresenta um complexo conjunto de pensamentos e juízos que fazemos a respeito do nosso ambiente. Eles influenciam diretamente o nosso emocional, e são responsáveis por nossas reações a esses estímulos. Para manter a ergonomia, é necessário que a empresa invista em uma cultura organizacional mais humanizada, que fomente a colaboração, as interações positivas e as relações.

Arquitetos e designers de interiores podem propor alterações no projeto corporativo e criar áreas de descompressão, inserindo mobiliário colaborativo como sofás, puffs ou poltronas, que estimulem a interação e o diálogo entre as pessoas.

Emoções

Nossos sentimentos e sensações, junto com nossas experiências de vida, dão o tom em nossos pensamentos. Por isso, o equilíbrio emocional desempenha um importante papel que pode interferir em nosso desempenho (positiva ou negativamente). Isso aliado ao ambiente podem impactar em nosso bem-estar e nossas relações.

Para estimular positivamente os indivíduos, algumas mudanças no ambiente físico podem fazer diferença:

  • Climatização – a temperatura ideal evita o desconforto e reações fisiológicas incômodas;
  • Mobiliário ergonômico – móveis que seguem os padrões estabelecidos pelas normas regulamentadoras e que trazem conforto para o trabalho;
  • Iluminação – além de escolher a iluminação adequada ao ambiente, é possível também utilizar a luz natural e deixar o ambiente confortável e estimulante.

Ergonomia participativa

A ergonomia participativa trata da intervenção dos próprios colaboradores nas decisões para melhorar as condições no ambiente de trabalho.

A NR17 também traz a necessidade de levar em consideração a opinião dos trabalhadores para a aplicação da ergonomia, pois são eles que vivenciam o dia a dia ao desempenhar suas tarefas.

Na maioria dos casos é formada uma equipe composta por trabalhadores, ergonomistas e profissionais do ramo da saúde e segurança, que avaliam em conjunto os desafios e problemas existentes e assim isso elaboram soluções eficientes.

Além da aplicação das melhorias, a participação dos colaboradores nesse processo, faz com eles se sintam valorizados e consequentemente se empenhem mais para garantir a ergonomia na empresa.

A ergonomia organizacional visa realizar ações ou mudanças com o objetivo de reduzir os fatores de desgaste físico e psicológico no ambiente de trabalho. Essas alterações têm um impacto positivo promovendo a satisfação e consequente aumento da produtividade.

Agora que você já conhece os diferentes tipos de ergonomia organizacional, poderá elaborar um projeto completo, para trazer muito mais conforto e bem-estar aos colaboradores.

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